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sexta-feira, 23 de março de 2012

Enviar SPAM Proibido é no Brasil. Acordo Gerência da Porta 25 proíbe o envio de spans, aprenda a se proteger

O acordo “Gerência da Porta 25” foi firmado entre provedores para reduzir o número de mensagens indesejadas que são enviadas a partir da rede brasileira.

Os provedores irão reservar a chamada “porta 25” somente para comunicação entre os servidores de e-mail. Hoje, os próprios clientes podem usar essa porta – o que permite que um vírus mande mensagens diretamente para outros usuários, sem que o provedor possa rastreá-las. Com a medida, cada mensagem deve passar pelo servidor de e-mail do provedor, permitindo um maior controle e tornando muitos vírus inoperantes.

Por outro lado, quem não usa serviços de webmail e recebe as mensagens eletrônicas em softwares como Microsoft Office Outlook, Windows Mail, Thunderbird ou Outlook Express precisará modificar a configuração do programa para que seja compatível com a nova regra.

Cuidado: se o seu provedor ainda não adotou a nova porta de comunicação, a configuração não irá funcionar. Os provedores devem adotar a porta 587 ou a 465. Você pode tentar usar as duas configurações. Se nenhuma funcionar, entre em contato com o suporte técnico do seu provedor.

Nota geral: o provedor pode ter adotado junto à mudança da configuração de conexão segura (identificadas pelas siglas SSL e TLS). Alguns programas oferecem a opção de “detecção automática” dessa configuração. Mesmo que ela não funcione, você pode tentar uma configuração diferente até que a conexão aconteça com sucesso.

Usuários de Gmail: não é necessária nenhuma mudança, porque o Gmail não usa a porta 25.

Thunderbird


Clique em Ferramentas > Configurar contas.


Primeiro passo na configuração do cliente cliente de e-mail da Mozilla (Foto: Reprodução)

Na parte inferior do menu à esquerda, clique em “Servidor de envio (SMTP)”. Selecione o servidor e clique em Editar.


Configuração de servidores de envio (SMTP) do Thunderbird (Foto: Reprodução)

Altere o número da porta. Certifique-se de que o “Modo de autenticação” está correto (os provedores não devem autorizar mensagens com a configuração “Sem autenticação”).


Ajuste as configurações de porta, autenticação e segurança nesta tela (Foto: Reprodução)

Outlook Express e Windows Mail

No Outlook Express: clique em Ferramentas > Contas. Selecione a conta de e-mail em clique em “Propriedades”.


As configurações do Outlook Express e do Windows Mail são semelhantes. No Outlook Express, comece por este menu (Foto: Reprodução)


Escolhe sua conta de e-mail e clique em Propriedades (Foto: Reprodução)

No Windows Mail: clique com o botão direito na sua conta de e-mail e clique em “Propriedades”.



No Windows Mail, clique com o botão direito na conta a ser modificada e selecione Propriedades (Foto: Reprodução)

Deste ponto em diante, o procedimento é o mesmo para os dois programas. Clique em na aba “Avançado” e altere o número da porta, que deve estar em 25, para a 587 ou 465, conforme o que for usado pelo seu provedor.


A janela exibida pelo Windows Mail e pelo Outlook Express é idêntica depois disso. Vá até a aba Avançado e verifique a configuração da porta (Foto: Reprodução)


Cuidado para não alterar o número da porta POP3 ou IMAP, que não foram modificadas pelo acordo.

Microsoft Office Outlook

Se a versão for a 2010, clique em Arquivo e depois em “Configuração de Conta”.

Na versão 2007 ou anteriores, clique em “Ferramentas > Configurações de Conta”.


No Outlook 2010, acesse o menu Arquivo e então Configurações da conta (Foto: Reprodução)


No Outlook 2007, clique em Ferramentas e Configurações da conta (Foto: Reprodução)

A partir desse ponto, a configuração é igual independentemente da versão.


Esta tela é idêntica para as versões do Outlook. Selecione a conta e clique em Alterar. Na tela que segue, clique em Mais configurações (Foto: Reprodução)


Na tela que segue, clique em Mais configurações. Na aba “Avançado”, modifique a porta de saída (SMTP), que deve estar em 25 para 465 ou 587, conforme o padrão adotado pelo seu provedor.


Verifique a porta SMTP. Cuidado para não alterar a porta IMAP ou POP3,

que fica logo acima. No exemplo, a porta SMTP já foi trocada para 465

(Foto: Reprodução)



Fonte: Portal G1

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Brasil: Um dos países menos preparados para ataques virtuais

Um estudo realizado pelo centro de pesquisas belga Security Defense Agenda (DAS) e pela empresa de antivírus McAfee, chamado de Cyber Defense Report, apontou a prontidão de 23 países em reagir a um ataque cibernético. Dentre as nações da pesquisa, o Brasil desapontou, aparecendo como um dos países menos preparados frente às ameaças virtuais.

Da lista de países analisados pelo estudo, nenhum obteve nota máxima (5), ou seja, nenhum deles está completamente seguro em caso desses ataques. O país lanterna da lista, e o menos seguro, no caso, é o México. Em seguida, Brasil, índia e Romênia, que alcançaram nota 2,5. China, Itália e Rússia ficaram no meio do caminho da segurança, com nota 3. Estados Unidos, Grã-Bretanha, Espanha, Alemanha e França tiraram nota 4 no quesito, e os melhores colocados no ranking são Israel, Finlândia e Suécia, quer receberam nota 4,5.

De acordo com o estudo, “a infraestrutura e tecnologia (de segurança cibernética) na América Latina e Caribe tende a estar desatualizada, e esse ainda é o caso do Brasil. Até agora, a corrupção policial e a falta de legislação para combater crimes cibernéticos constituem o calcanhar de Aquiles do Brasil. Ciberataques contra usuários (de sites de bancos) estão acima da média mundial”.

Ponto para eles

Segundo a DAS, e estudo foi realizado por meio de entrevistas com mais de 300 analistas e autoridades em segurança cibernética de governos, empresas, organizações internacionais e da academia. O resultado da pesquisa é que, no geral, os hackers estão em situação de vantagem, “atacando sistemas com fins de espionagem industrial e política ou para praticar roubos”.

As notas levam em conta adoção de medidas básicas, como firewalls (dispositivos que protegem contra hackers), proteção antivírus, educação, grau de informação do governo, entre outras.

Aqui no Brasil, o diretor do Departamento de Segurança da Informação e Comunicações da Presidência da República, Raphael Mandarino, acredita que como o País não está envolvido em guerras, o espaço cibernético não é visto como um campo de batalhas. “Nossa cibersegurança foi criada essencialmente para proteger a infraestrutura interna de departamentos, o que faz com que nossa situação seja muito diferente da dos Estados Unidos”, afirma.

Esse já não é o caso de Israel. No país, a principal ameaça vem de “estados e de grandes organizações criminosas”, conta um conselheiro de segurança do premiê Binyamin Netanyahu. Ele ainda afirma que “o país montou uma força-tarefa para avaliar ameaças virtuais ao abastecimento de água e de energia, por exemplo”. Recentemente, Israel foi alvo de diversos ataques virtuais em grande escala, afetando os sites da Bolsa de Valores e de companhias aéreas.

Segurança

Ainda de acordo com o estudo, para se proteger das ameaças é necessário aumentar o compartilhamento de informações em nível global. “Criminosos cibernéticos se conectam através de distintos países. Se são espertos, passam pelos países onde sabem que não existe nenhuma cooperação. Eles estão compartilhando informações – precisamos fazer o mesmo”, diz o estudo.

Infelizmente estamos engatinhando quando se trata de segurança da informação, mas acredito que nesses próximos anos iremos melhorar.

Quem quiser pode baixar o relatório completo aqui.
Fonte: IPNews modificado.