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domingo, 1 de abril de 2012

Brasil lançará satélite para levar banda larga a todo país, diz ministro

O Brasil prepara o lançamento de um satélite geoestacionário de comunicação para oferecer banda larga a todos os municípios do país, anunciou nesta quarta-feira (28) em Nova Déli o ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp.

O país busca na Índia uma cooperação técnica para o satélite, cuja construção e lançamento, sob responsabilidade da Telebras e da Embraer, tem um custo avaliado de R$ 750 milhões (cerca de US$ 412 milhões). Apenas o lançamento custará cerca de R$ 145,5 milhões.

“Vamos fazer um concurso internacional que abre a possibilidade a uma cooperação tecnológica importante”, disse o ministro.

O satélite de comunicação dará opção a todos os municípios brasileiros de acessarem a banda larga para os serviços de internet e telefonia móvel 3G.

Brasil, Índia e África do Sul – três integrantes do grupo dos emergentes Brics, ao lado de China e Rússia – também discutirão nos próximos dias o lançamento de outro satélite para a observação do clima no Atlântico Sul, o que permitirá fazer as medições necessárias para “entender as anomalias com o campo magnético terrestre que deixam passar as radiações ultravioletas”.

Com a China, o Brasil prevê o lançamento de um satélite este ano e outro em 2014, informou o ministro, que considera “estratégica” a cooperação Sul-Sul. O Brasil mantém uma intensa cooperação desde os anos 80 com a China, com o lançamento conjunto de três satélites.

Visita

Raupp integra a delegação da presidente Dilma Rousseff na reunião de cúpula desta quarta-feira dos Brics na capital indiana.

Durante a visita bilateral à Índia na sexta-feira, Raupp assinará com as autoridades indianas um acordo para o programa “Ciências Sem Fronteiras”, que permitirá o treinamento no exterior de estudantes e especialistas brasileiros nas áreas das ciências naturais e engenharia.

O programa já enviou 100 mil brasileiros ao exterior, em particular aos Estados Unidos (20 mil), Alemanha (10 mil) e França (8.000).

No caso da Índia, o Brasil espera estimular o intercâmbio nas áreas de tecnologia, saúde, em particular o combate a Aids, malária e tuberculose, assim como a farmacêutica, a nanotecnologia e as ciências de forma geral.

Fonte: UOL

Os Brasileiros estão estragando o Facebook, diz mark zuckerberg

Se o Facebook abrir espaço para os Gifs, o compartilhamento entre os usuários brasileiros ficará igual ao Orkut, cheio de letrinhas coloridas


Os Brasileiros estão estragando o Facebook, diz fundador.

O mau comportamento dos brasileiros na internet é conhecido em todo o mundo, assim como fizerão com o Orkut, estragando, tornando-o um show de Spams e imagens animadas e brilhantes com recados carinhosos, religiosos e alguns com muitos interesses publicitários, o Facebook está sofrendo.

O canal de notícias  CNN disse que Mark Zuckerberg está triste com o comportamento dos brasileiros na rede social Facebook. "Se por um lado, os brasileiros fazem o Facebook crescer, por outro estragam tudo", disse.

Os engenheiros do Facebook estavam pensando em permitir a inserção de imagens no formato gifs animados (imagens com movimento), mas Mark impediu a ideia por causa do Brasil. Segundo Mark, se  o Facebook abrir espaço para os gifs, o compartilhamento entre usuários brasileiros ficará igual ao Orkut, cheio de letrinhas coloridas, se mexendo, com mensagens de carinho e amor.

Sobre a possibilidade de fechar o Facebook no Brasil, Mark descarta. "Não irei censurar os brasileiros de usarem a rede, mas criarei um manual de comportamento".

Ao ser interrogado sobre o Facebook está se transformando em um Orkut, no Brasil, Mark disse que não existe diferença entre as redes sociais, a diferença está em quem usa. "Qualquer serviço na internet que tenha usuários brasileiros, em grandes proporções, vira um problema", disse.

sábado, 24 de março de 2012

Chip de reconhecimento de voz é desenvolvido em universidade da PB

Projeto foi desenvolvido por alunos de Campina Grande.

Programa federal coordena criação de chips em universidades públicas.
 
Um chip que trabalha como um verificador de identidade vocal, cujo objetivo é relacionar uma voz à uma identidade ou certificar se quem está falando é realmente quem diz ser. Foi isso que os alunos do Laboratório de Arquitetura Dedicada (LAD) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) montaram através do programa federal Brazil-IP (Brazil Intelectual Property), que busca a capacitação de profissionais capazes de projetar circuitos integrados.
 
O Brazil-IP existe desde 2003 e integra estudantes e professores de várias universidades públicas espalhadas pelo Brasil, cada uma delas responsável por um projeto. O programa passou, para cada uma, a tarefa de montar um chip. Em 2009, o grupo da UFCG começou a montar o Speaker Verification System (SPVR), um dos chips mais complexos já feito no Brasil, segundo o LAD.
 
O projeto paraibano teve início apenas com alunos da graduação de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação. Desde seu início, cerca de 20 alunos participaram em algum momento da equipe. O estudante Lucas Paixão, do curso de Engenharia, explicou o funcionamento do projeto e quais seriam os próximos passos.
 
“O chip recebeu o nome de SPVR e confere a identidade do usuário através da voz. O processo de reconhecimento se dá no momento em que o chip busca parâmetros da voz de determinada pessoa, definindo um modelo que perceba cada característica vocal diferenciada das outras pessoas”, disse Paixão.
 
Lucas continuou dizendo que “três anos após o início do projeto, conseguimos concluir. Estamos na fase final, mas o chip já está feito. Na porta do nosso laboratório temos um circuito que “imita” o funcionamento do SPVR, e só consegue entrar quem tem a voz reconhecida para obter permissão de entrada.”
 
Elmar Melcher, professor do Departamento de Sistema e Computação e coordenador do projeto, disse estar muito feliz com o resultado desses anos de esforço e avanço tecnológico. “Estou muito orgulhoso de fazer parte dessa equipe. O chip criado mostra a excelente qualidade da formação dada aos alunos participantes do programa Brazil-IP.”
 
Esta e outras notícias você encontra em http://www.computersservicetecnica.blogspot.com/ e em http://www.legaisdaweb.com/

Fonte G1

sexta-feira, 23 de março de 2012

Brasil passa a França e se torna sétimo maior mercado de internet

Segundo comScore, Brasil registrou 46,3 milhões de visitantes únicos em dezembro de 2011 e deve superar Índia em breve.



As atividades em portais de notícias e em redes sociais, em especial no Facebook, aumentaram o número de visitantes únicos brasileiros na web para 46,3 milhões em dezembro de 2011, o que fez o Brasil superar a França e se tornar o sétimo maior mercado de internet no mundo. Os dados, divulgados hoje pela comScore, mostram que o Brasil deve superar a Índia em breve, mas ainda está bem atrás de países como China, Estados Unidos e Japão, que ocupam os três primeiros lugares do ranking, respectivamente.

Segundo Alex Banks, diretor-geral da comScore para o Brasil, os números consideram apenas os internautas que acessam a web a partir de casa ou do trabalho e que tenham 15 anos ou mais e foram colhidos no segundo semestre de 2011.

Como os dados desconsideram os visitantes únicos provenientes de dispositivos móveis e de computadores localizados em lan houses, Banks estima que o Brasil já deva estar entre os maiores mercados de internet do mundo. “Talvez, quando incluirmos os dados de dispositivos móveis e lan houses, o Brasil chegue a 85 milhões de visitantes únicos”, diz Banks.

O Brasil também está em quinto lugar em tempo gasto na web, de acordo com o estudo. Só na região Sudeste, que concentra 50% de toda audiência da internet no País, o tempo gasto navegando na internet é de 23,5 horas por mês. A região Sul, que representa quase 20% da internet no Brasil, é a que tem maior número de horas gastas na web, com 26,8 horas ao mês. “As pessoas estão passando um período conectadas a web por meio do smartphone no Sudeste, então o número de horas é ainda maior”, diz Banks.

Entre as atividades mais realizadas na web, segundo a comScore, está o acesso a portais de notícias, com 39,2% do tempo total dos internautas. Em segundo lugar aparecem as redes sociais que, em dezembro de 2011, já representavam 23% de todo o tempo gasto na web no País. “A audiência das redes sociais cresceu 174% entre 2007 e 2011, o dobro do crescimento total da internet”, diz Banks. Os jovens com idade entre 15 e 24 anos são os que mais passam tempo conectados a sites de relacionamento, mas o número de pessoas com mais de 55 anos é o que mais cresce.

Assistir a vídeos por streaming se tornou uma das atividades online mais importantes em 2011, quando a audiência dos sites de vídeo aumentou 74%. O Google lidera o ranking de sites de vídeos com maior audiência, com 42 milhões de visitantes únicos, enquanto o Facebook está em sétimo lugar, mas apresenta crescimento rápido. “Os homens com idade inferior a 35 anos são os que mais gostam de assistir vídeos na web”, diz Banks.

Facebook continua crescendo

A rede social Facebook, que chegou a 805,6 milhões de visitantes únicos em dezembro de 2011, continua a crescer no Brasil. De acordo com a comScore, a rede social aumentou sua audiência em 187% em apenas um ano e, com isso, o Brasil ficou em segundo lugar no ranking de países que registraram maior crescimento em audiência do Facebook.

No último ano, as pessoas também passaram mais tempo conectados ao Facebook. Em dezembro de 2010, cada visitante único passava, em média, 37 minutos conectado ao site por mês; em dezembro de 2011, a média de tempo gasto no Facebook aumentou para 4,3 horas ao mês. O Orkut, que era a rede social mais popular do Brasil até ser ultrapassada pelo Facebook no ano passado, apresentou crescimento de apenas 5% na audiência no mesmo período.

Outras redes sociais que apresentaram grande crescimento no Brasil em 2011 foram o Tumblr, que aumentou o total de visitantes únicos em 206% e o LinkedIn que cresceu 79% no mesmo período. O Brasil também é apontado pela comScore como quarto maior mercado para a rede social Google+, com 4,1 milhões de visitantes únicos. Nos Estados Unidos, o Google+ tem 20 milhões de visitantes únicos.

Audiência a partir de tablets e smartphones cresce

O uso de tablets e smartphones para acessar a web também cresce a passos rápidos, segundo a comScore. Em maio de 2011, apenas 0,6% de toda a audiência da internet no Brasil era formada por estes dispositivos. O número aumentou para 1% em agosto de 2011 e, menos de seis meses depois, aumentou para 1,5% do tráfego total da internet no País.

Da audiência total originada em dispositivos móveis, os tablets representam 42%. O iPad é o dispositivo mais usado no Brasil para acessar a web, com 91% dos visitantes únicos registrados pela comScore. O iPhone lidera com 35% da audiência gerada a partir de smartphones, seguido pelo Android, com 31,4%, e dos celulares básicos, com 23%.

Para fazer o estudo, a comScore monitora o comportamento na web de 2 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo cerca de 100 mil brasileiros

sábado, 10 de março de 2012

Google: ECAD não pode cobrar por vídeos do YouTube inseridos em blogs

Em comunicado, gigante defende que o “ato de inserir vídeos não pode ser tratado como retransmissão” e diz que conduta ameaça a liberdade de expressão.

A Google Brasil deixou claro nesta sexta-feira (9/03) sua insatisfação com o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), por este ter começado a cobrar dos usuários pelos vídeos musicais do YouTube que inserem em seus blogs. A gigante discorda da alegação de que se trata de uma nova utilização e, por isso, passível de nova arrecadação pelos direitos autorais utilizados.

“O ECAD não pode cobrar por vídeos do YouTube inseridos em sites de terceiros. Na prática, esses sites não hospedam nem transmitem qualquer conteúdo quando associam um vídeo do YouTube em seu site e, por isso, o ato de inserir vídeos oriundos do YouTube não pode ser tratado como retransmissão”, afirmou Marcel Leonardi, diretor de políticas públicas e relações governamentais, via blog oficial.

A polêmica teve início na última sexta-feira (2/03), quando o Caligraffiti anunciou – em post intitulado “Por Uma Internet Livre” – que estava sendo cobrado pelos vídeos embedados no portal. Por mais que não possua fins lucrativos, os autores teriam de arcar com uma mensalidade de 352 reais, calculados a partir de sua audiência, de 1 500 visitas diárias.

“O ECAD, além de ganhar do Google e Facebook, agora está começando a taxar todos os sites que têm algum tipo de sonorização, mesmo sendo um compartilhamento”, escreveu Uno de Oliveira, um dos responsáveis pelo blog. “O pior de tudo é que o Caligraffiti não é uma empresa e nem tem fluxo de caixa. O projeto é bancado pelos próprios escritores que acreditam em poder contribuir com a evolução do design nacional”.

O Escritório cita a Lei 9.610/98 para justificar sua conduta. Diz também que a prática não é nova, e que possui 1 170 sites cadastrados que pagam pela utilização pública de música na Internet. A Google, porém discorda e afirma que “o entendimento sobre o conceito de ‘execução pública na Internet’ levanta sérias preocupações”.

“Tratar qualquer disponibilidade ou referência a conteúdos online como uma execução pública é uma interpretação equivocada da Lei Brasileira de Direitos Autorais. Mais alarmante é que essa interpretação pode inibir a criatividade e limitar a inovação, além de ameaçar o valioso princípio da liberdade de expressão”, defende.

Por fim, a companhia disse esperar que o ECADE interrompa a “conduta e retire as reclamações contra os usuários que inserem vídeos do YouTube em seus sites ou blogs”. Afirmou também que continuará a oferecer a cada autor de conteúdo “a opção de decidir se eles querem que seus vídeos tenham a opção de serem inseridos (embedados)” a partir do botão “editar informações”.

quinta-feira, 8 de março de 2012

A 3º Guerra Mundial Está Querendo Ser Decretada, Veja Porque!

Iniciamos o ano de 2012 com fatos que abalaram muitos usuários da internet, como exemplo o site de compartilhamento megaupload que foi paralisado e com os donos presos.
Após isso outros sites pelo mundo a fora foram cassados e fechados.
Agora esta onda começa a afetar o Brasil; recentemente o orgão de fiscalização ECAD entra com ação sobre blogueiros, sites e rádios web querendo cobrar taxas sobre os direitos autorais.
Parece que estamos regredindo no tempo, como se estivéssemos entrado na "máquina do tempo", pois não muito distante (Entre o fim da 2º grande guerra e os anos 60), tínhamos a liberdade de expressão vedada, a imprensa era policiada não podendo expressar as notícias, e hoje começamos em pleno século aonde a tecnologia nos coloca a par de tudo que acontece em um único click esta recordação.
Segue abaixo os fatos que culminaram nesta semana na grande rede.


Direitos autorais na internet e o comportamento da nova geração
Como as pessoas vêm tratando os direitos e os materiais produzidos para a internet segundo a lei brasileira.


Por Pablo de Assis em 24 de Junho de 2009

A internet é uma ferramenta incrível que, entre outras coisas, permite a distribuição em larga escala de qualquer informação. Antes da internet, qualquer tipo de informação precisava vir em um meio material, físico, seja um livro, um disco ou até mesmo um disquete de um programa de computador. Mas agora, tudo é informação que circula livremente pela rede.

Acontece que a legislação brasileira protege qualquer tipo de informação produzida no país, seja ela virtual ou não. A lei 9.610 de 1998 diz que qualquer tipo de produção intelectual produzida, seja ela registrada ou não, publicada ou não, está protegida. Mas o que isso quer dizer para o usuário da internet? Que cuidados é preciso ter?

Panorama Geral dos Direitos Autorais no Brasil


A lei que versa sobre os direitos autorais no Brasil é bastante extensa e rege muitas áreas e detalhes sobre os autores e suas obras. Mas, aplicando essa lei para a internet, podemos pensar em quatro grupos básicos: a propriedade intelectual, o direito de uso, o direito de distribuição e a exploração comercial.

Propriedade Intelectual e Plágio


Basicamente, todo autor é considerado dono de sua obra, pelo menos dono do conteúdo enquanto criador. É isso que se chama de “propriedade intelectual”. Ninguém pode pegar uma obra, texto, vídeo, música ou qualquer outra coisa e publicar ou distribuir como se fosse de outra pessoa sem autorização do criador daquele conteúdo. O roubo de propriedade intelectual é conhecido como “plágio” e é considerado crime

Mas, incrivelmente, muita gente faz isso na internet e vive disso. Um site de sucesso fez sua fama copiando conteúdo de sites menores e colocando tudo em seu site dizendo que é conteúdo dele. De tanto que ele fez isso, já se cunhou o verbo “kibar” como sinônimo de plágio feito na internet. Isso é bastante comum entre blogs pessoais, pois não há como fiscalizar nem comprovar propriedade do conteúdo. Quase ninguém irá processar o “kibador” por causa de um vídeo ou postagem copiado.

Direitos de Uso e de Distribuição


O direito de uso geralmente é cedido às pessoas pelo próprio autor, contanto que mantida a integridade da obra original. Em outras palavras, o direito de uso permite que uma pessoa possa usar uma foto , citando o nome e site do autor se não modificar em nada a foto original. Esse é o caso das imagens de divulgação disponibilizadas online por produtoras.

O direito de distribuição rege basicamente como e quanto uma obra pode ser repassada a outras pessoas. Um vídeo feito e lançado na internet pode ter sua distribuição limitada pela lei ou por desejo do autor ou detentor dos direitos sobre a obra. O problema é conseguir meios tecnológicos para limitar a distribuição

E por que alguém iria querer limitar que sua obra fosse divulgada? Talvez o autor prefira que só pessoas que paguem por sua obra possam vê-la, ou talvez ele queira que só pessoas que morem em determinada cidade tenham acesso. São limitações que o autor pode impor à sua obra e é um direito dele


Exploração Comercial e Pirataria


A última e talvez mais complicada dessas questões é a exploração comercial. Se alguma pessoa lucra direta ou indiretamente com algum conteúdo distribuído pela internet, diz-se que ela está explorando comercialmente essa obra. Acontece que somente o autor ou quem ele autorizar pode lucrar com a obra. Lucrar com venda não autorizada de qualquer conteúdo, seja ele um livro, música ou filme, é considerado pirataria, ou seja é crime.

Panorama do Conteúdo Distribuído pela Internet

Na internet, basicamente, quem produz o conteúdo tem o direito sobre ele, seja de uso ou distribuição. Muitos criadores de conteúdo mantêm sites ou blogs onde distribuem seu material gratuitamente ou não. Isso é muito comum em portais de notícias, onde as matérias são disponibilizadas para leitura por qualquer um que tenha acesso a elas.

Podem-se encontrar, inclusive, músicos e autores independentes que distribuem gratuitamente em formato digital sua obra. Um bom exemplo disso é a banda “O Teatro Mágico”, que mantém em seu site todas as suas músicas para download gratuitamente. Como eles são os detentores dos direitos sobre as músicas, eles distribuem da forma como preferirem.

Direito de uso VS. Direito de Distribuição de conteúdo online

Muita gente acredita que, se o conteúdo está disponível, ele pode ser baixado livremente. Acontece que não é bem assim. Uma pessoa, ao comprar uma música em um CD ou em uma loja virtual como a iTunes Store, adquire o direito de uso, mas não de distribuição, comercialização ou alteração da obra. O mesmo acontece com filmes. Comprar o filme não quer dizer que você seja o dono dele. Só quer dizer que você pode assisti-lo quando e como quiser. Mas você não pode passar adiante, reproduzir em lugares públicos ou disponibilizá-lo para qualquer pessoa assistir.

Isso se torna complicado na internet. Por mais que a pessoa não esteja lucrando com a distribuição de um determinado conteúdo, o fato de torná-lo disponível para qualquer um infringe os direitos de distribuição da obra. Colocar no YouTube, por exemplo, um filme inteiro para qualquer pessoa assistir é considerado crime, pois rompe com o direito do autor de vender e lucrar com a sua obra. Muita gente pode argumentar que isso não é pirataria, pois não há ninguém lucrando, mas mesmo assim é crime, pois vai contra os direitos autorais

Isso passa a ser complicado nos meios de distribuição P2P (Peer to Peer), ou pessoa a pessoa. Quem começou com isso foi o Napster há 10 anos atrás, quando criou uma rede de usuários que compartilhavam arquivos em MP3. Depois surgiram outros programas como o Morpheus e o Kazaa e atualmente temos o Emule e o Ares Galaxy que servem para o mesmo propósito. Foram criados inclusive outros sistemas e protocolos de transferência de dados, como o Torrent.

O grande problema das redes P2P e Torrents é que eles em si não são meios para pirataria, mas sim para a distribuição de conteúdo. A legalidade do material depende na verdade de quem o distribui, se ele detém ou não o direito de distribuição. Muitos músicos independentes utilizam as redes P2P para distribuir suas músicas legalmente, mas usuários comuns também fazem o mesmo ilegalmente com o conteúdo cujo direito é de gravadoras ou de outras pessoas.

O que prestar atenção na hora de colocar informação na Internet

Por mais que exista uma lei que proteja o direito autoral de conteúdo intelectual, existem formas de disponibilizar tal conteúdo sem infringir a lei. A melhor delas é sempre citar a fonte de onde você tirou tal informação e nunca usar tal conteúdo para obtenção de lucro.

Por exemplo, é aceito que uma pessoa copie a informação de um blog, contanto que cite a fonte original e coloque um link para a postagem . Além disso, a pessoa que copiou o conteúdo não pode vendê-lo sem a autorização do autor

Outra forma que funciona é justamente conseguir a autorização de uso ou distribuição do autor. Muitos se sentirão prestigiados em ter sua obra distribuída, mas irão querer créditos e que as pessoas saibam quem são eles.

Uma terceira forma é procurar o Escritório Central de Arrecadação de Direitos Autorais, o ECAD, e verificar se é possível e como se faz para utilizar um conteúdo cujo direito pertence a outra pessoa. Geralmente, isso é possível através do pagamento do Direito Autoral. Isso lhe dará algum direito sobre a obra, dependendo do acordo com o ECAD.

Conclusão

Por mais que os direitos autorais sejam um campo um tanto quanto complicado, principalmente na internet onde não se entende muito bem como tudo isso funciona, vale sempre o bom senso. Será que o que estou fazendo com esta obra musical, audiovisual ou literária é algo que eu gostaria que fizessem com uma obra de minha autoria? Saber respeitar o conteúdo alheio é o ponto mais importante para saber se estamos agindo corretamente.

Ao mesmo tempo, sabemos que por mais que as leis protejam os direitos dos autores, não existe regulamentação que garanta sua aplicação. Dificilmente alguém será processado por plágio na internet, principalmente porque é extremamente difícil alguém provar propriedade por um conteúdo jogado online. E por mais que se consiga provar, o Brasil ainda precisa de muita discussão sobre direito digital para aprofundar o tema

Mas os tempos estão mudando. Por mais que os Direitos Autorais sejam a força regente, um movimento tenta quebrar essa exigência, criando material exclusivamente para internet com os direitos liberados, conhecido como “Esquerdos Autorais” (livre tradução do termo em inglês Copyleft). Mas isso é assunto para um outro artigo.

Este artigo foi claro? Conseguiu tirar as dúvidas com relação aos direitos autorais na internet? Dê sua opinião e participe também desta discussão!


Para saber mais, consulte estes sites:

http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/l9610.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Direito_autoral

quarta-feira, 7 de março de 2012

Autor de biografia de Steve Jobs será entrevistado hoje (5) no Roda Viva

Walter Isaacson será entrevistado de programa da TV Cultura a partir das 22h; livro vendeu mais de 379 mil cópias apenas na primeira semana nos EUA.


O programa Roda Vida irá exibir nesta segunda-feira (5/3) uma entrevista com o jornalista e escritor Walter Isaacson, que lançou no fim de 2011 a biografia de Steve Jobs, CEO da Apple. O executivo faleceu em outubro de 2011, o que fez com que o lançamento do livro fosse então adiantado em um mês.

Ex-presidente da CNN e atual CEO do Aspen Institute, Isaacson já biografou outras figuras muito importantes como Albert Einstein, Benjamin Franklin e Henry Kissinger, e fez mais de 40 entrevistas durante dois anos para montar o perfil de Jobs, além de conversar com seus familiares, amigos e rivais.

A morte do executivo fez com que o livro, em apenas dois meses após seu lançamento, se tornasse a obra mais vendida da Amazon em 2011. Nos EUA, o livro vendeu mais de 379 mil cópias apenas na primeira semana, de acordo com a Nielsen.

A entrevista será exibida na TV Cultura a partir das 22h e será apresentada pelo jornalista Mario Sergio Conti. Na bancada, estarão presentes Ethevaldo Siqueira, colunista do jornal O Estado de S. Paulo, Paula Leite, editora do jornal Folha de S. Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, professor de pós-graduação de Jornalismo da ESPM, Todd Benson, diretor de redação da Reuters no Brasil e Caio Túlio Costa, jornalista e professor da Faculdade Cásper Líbero.

CeBIT 2012: Brasil é destaque na maior feira de tecnologia do mundo

Em cerimônia de abertura, presidente Dilma lembra que o país é o terceiro mercado consumidor de computadores

Nesta terça-feira (06/03) começa mais uma edição da maior feira de tecnologia e comunicação do mundo, a CeBIT, que vai ocorrer em Hannover (Alemanha) de 6 a 10 de março. A edição de 2012 terá, pela primeira vez, o Brasil como país parceiro do evento. Por conta disso, durante a cerimônia de abertura, que aconteceu nesta segunda-feira (05/03), a presidente Dilma Rousseff esteve ao lado da primeira-ministra alemã Angela Merkel na inauguração da feira.

A presidente iniciou o seu discurso defendendo a universalização do acesso às tecnologias de informação e de comunicação, que, segundo ela, servem à transparência e à eficiência das políticas públicas, além de oferecer novas possibilidades de acesso ao conhecimento. A exclusão das tecnologias de informação acentua a exclusão social e acirra ainda mais as desigualdades já existentes. Por isso, junto com políticas consistentes de combate à pobreza e de redução das desigualdades sociais, o Brasil fez uma opção clara nos últimos anos por universalizar o acesso a essas tecnologias e estimular seu desenvolvimento no país”, ressaltou.

Ainda durante a apresentação, Dilma lembrou que o Brasil é o terceiro mercado consumidor de computadores. De acordo com ela, mais de 61 milhões de pessoas têm acesso à internet e o uso de banda larga duplicou, atingindo 41 milhões de acessos. Já o investimento estrangeiro direto no setor de telecomunicações cresceu mais de dez vezes em 2011, saltando para mais de US$ 6 bilhões.

Para a presidenta Dilma, a escolha do Brasil como país parceiro da CeBIT 2012 simboliza uma nova etapa na cooperação com a Alemanha. O programa “Ciência Sem Fronteiras” também promete fortalecer a parceria entre os dois países. “A vinda de milhares de jovens estudantes brasileiros bolsistas do programa ‘Ciência Sem Fronteiras’ fortalecerá ainda mais as nossas relações. Somos muito reconhecidos ao empenho do governo alemão que conferiu agilidade a essa iniciativa. Queremos construir ainda mais conexões a essa parceria”, finalizou.

terça-feira, 6 de março de 2012

Robôs inteligentes, realidade virtual ou carros sem motoristas… Google prevê futuro de ficção científica?

O presidente-executivo do Google, Eric Schmidt, lançou uma visão de futuro de ficcção científica durante a abertura da CeBIT, maior evento de TI do mundo, nesta segunda-feira, na Alemanha. “Pense em Star Trek, ou no meu favorito Guia do Mochileiro das Galáxias. Tudo que esses escritores imaginaram já é possível”, afirmou.

“Traduzindo: reconhecimento de voz, livros eletrônicos. As pessoas que previram que robôs inteligentes, realidade virtual ou carros sem motoristas seriam comuns estão certos”, disse. “Os governos serão capazes de identificar os ingredientes econômicos de uma crise antes que ela aconteça, e os médicos serão capazes de prever com precisão o surto da doença antes que alguém tenha sintomas”, previu Schmidt.

A CeBIT tem o Brasil como convidado de honra neste ano, como um dos mercados mais promissores para o setor de informática por seus números atuais e seu potencial de crescimento. Durante o evento, dezenas de empresas brasileiras estarão presentes em Hanover, além de 20 organizações estatais e privadas com estandes divididos em seis pavilhões. Os temas deste ano, além do Brasil, serão a segurança e a confiança na internet e a chamada computação em nuvem.

Na cerimônia de abertura, nesta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff destacou que a exclusão das tecnologias de informação acentua a exclusão social e acirra ainda mais as desigualdades já existentes. Esta é a primeira vez que um país da América Latina é convidado oficial neste salão de Hannover.

Planalto detalha visita de Dilma à maior feira de TI do mundo

O Brasil será país-parceiro do evento, com uma representação de mais de 100 empresas

A Presidência da República divulgou nesta última sexta-feira (02/03) detalhes da viagem que a presidente Dilma Rousseff fará para a Alemanha, marcada para o início da semana que vem. Na cidade de Hannover, Dilma participará da maior feira de computação do mundo, a CeBIT. O Brasil será país-parceiro do evento, com uma representação de mais de 100 empresas. Além do evento, Dilma também terá encontro com a chanceler alemã, Angela Merkel.

Na agenda bilateral, autoridades do Brasil e da Alemanha vão discutir cooperação internacional, bolsas do programa Ciência sem Fronteiras, comércio entre os dois países e a conferência Rio+20. Na agenda econômica, Dilma e Merkel vão debater a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o movimento de inundação financeira por parte dos europeus, chamado por Dilma de "tsunami monetário".

A presidente reservou na agenda um dia inteiro exclusivo para a CeBIT. A visita aos estandes acontecerá pela manhã da próxima terça-feira, seguida de declaração à imprensa e almoço com empresários dos dois países.

Durante a feira, o Brasil terá mais visibilidade para discussões de investimento e a possibilidade de mostrar a cultura brasileira para o mundo tecnológico. O Brasil tem sido um receptor de grandes investimentos, como a Foxconn, a Amazon e escritórios próprios do Tumblr, Wikipédia e do Facebook. Ao todo, serão seis pavilhões dedicados ao País, compartilhados em todos os quatro setores da feira: CeBIT Pro, sobre segmentos de mercado; CeBIT Lab, sobre protótipos e experimentos; CeBIT Life, sobre convergência de tecnologias e CeBIT Gov, com foco em soluções para a administração pública.

O projeto da participação do Brasil na CeBIT 2012 inclui também uma programação paralela marcada por eventos sociais, que buscarão ampliar a rede de relacionamentos comerciais com a mídia internacional e a Bitkom, associação alemã de empresas de tecnologia da informação. De acordo com a Softex, agência nacional que organiza a ida do Brasil para a feira, mais de 30 companhias nacionais e dez instituições do governo confirmaram a ida para Hanover para mostrar ao mundo o olhar brasileiro sobre as tecnologias que ligam o planeta.

Ao todo, a feira tem uma expectativa de público de 350 mil visitantes, 4,2 mil expositores, 5,3 mil jornalistas e mais de 7 milhões de contatos comerciais entre as companhias que irão expor no local. Além disso, o trabalho do Brasil na feira será feito nas frentes de banco, segurança da informação, telecomunicações, usuário final, governo e pesquisa, além de desenvolvimento e negócios.

Procura-se profissionais qualificados em mainframe

Especialistas acreditam que a plataforma alta não vai desaparecer, mas a falta de mão de obra na tecnologia continua preocupante.

Próximo de completar 50 anos, o mainframe continua a apresentando fôlego para manter-se presente no mercado corporativo. Ainda que sua longevidade tenha sido ameaçada com a chegada da plataforma baixa e nos anos 2000, quando o bug do milênio fez com que a tecnologia tivesse sua morte anunciada, ele continua a ser escolha de empresas que processam milhares de informações críticas, como bancos e governos.

De acordo com Alexandre Vargas, analista de Infraestrutura de Mercado TI da consultoria IDC Brasil, em 2011, o Brasil se posicionou como a quinta maior base instalada de mainframe no mundo, sendo a alta taxa de processamento o grande atrativo da solução. “O crescimento da adoção da tecnologia será ‘flat’ nos próximos anos, porque é uma plataforma considerada de nicho”, avalia.

Mainframes utilizam Cobol e Assembler como linguagem de programação, sendo a primeira a de maior uso, indicam especialistas do setor. A questão é que, com o surgimento de linguagens como Java, C++ e .NET, as demais ficaram esquecidas, gerando um desafio cada vez mais evidente no mercado de TI: a falta de profissionais no setor. Para se ter uma ideia, muitas universidades tiraram da grade curricular as disciplinas que ensinam a lidar com mainframe. São poucas as que ainda as mantém.

Esse é o caso da Universidade Presbiteriana Mackenzie, que desde o início do curso de computação [como era chamado], em 1971, conta com a disciplina. “Sempre acreditamos que a tecnologia não vai morrer e por isso ainda apostamos nela”, resume Takato Kurihara, diretor substituto e coordenador de extensão da faculdade de computação do Mackenzie.

Geralmente, explica Kurihara, o curso, composto por oito semestres, ensina Cobol no quarto período, logo depois de Java, em uma carga horária de 68 horas. “Não é uma tecnologia difícil e é possível assimilar o conteúdo nesse tempo”, avalia.

Segundo ele, quando os microcomputadores apareceram, muitos alunos apresentaram pouco interesse na tecnologia. “Mas conseguimos reverter o quadro, mudando o estilo de aula. Antes, mostrávamos toda a teoria e depois partíamos para a prática. Agora, apresentamos um projeto pronto e fazemos o processo inverso”, detalha.

Mas os holofotes estão-se voltando para a plataforma e a linguagem de programação. Esse desenho ganhou força, diz, com o aquecimento do setor e ainda a promessa de salários maiores para quem trabalha com Cobol. “Grandes empresas levaram 40 anos construindo sistemas baseados em Cobol, e converter para outra linguagem, teoricamente, implicaria em uma parada de 40 anos para reescrever e isso é inviável”, opina.Ele reconhece que, hoje, as companhias preferem desenvolver aplicações em novas linguagens, mas que as antigas continuam em Cobol e essas precisam de manutenções constantes.

Para Kurihara, o grande desafio do mainframe é, de fato, a qualificação de profissionais. Ainda assim, ele tem uma visão otimista do cenário. “As companhias estão percebendo que precisam criar formas para minimizar a escassez de mão de obra, seja criando parcerias com universidades ou desenvolvendo programas internos de capacitação”, assinala.

Recente pesquisa da Compuware com 520 CIOs de grandes empresas constatou que 71% estão preocupadas com a falta de especialistas nessa tecnologia. Eles temem que a escassez de profissionais prejudique os negócios e coloque a produtividade em risco. Para 78% dos entrevistados, aplicativos de mainframe continuarão em alta na próxima década e isso tem impulsionado a capacitação na área, prática habitual de empresas que querem alcançar posições de destaque no mercado de atuação.

Calegari, da IDC, não acredita na escassez de mão de obra desse mercado. Para ele, as companhias que têm mainframe buscam profissionais prontos, o que não é o caso de muitos deles.

Quando Natalia Bortoletto Cruz, 25 anos, analista de sistemas do Banco Itaú, começou a trabalhar na instituição financeira em 2010 não tinha ideia do que era “aquela telinha preta”, lembra. Formada dois anos antes pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ela não teve contato com as linguagens de programação do mainframe. “Sempre me imaginei trabalhando com as tecnologias que tive na faculdade, como Java e C++. Até fiquei em dúvida no começo se deveria me aprofundar em uma linguagem considerada antiga. Mas ao entrar no banco vi que estava com um pensamento equivocado”, relata.

Ela lembra que o desafio inicial foi lidar com mainframe no dia a dia. Sem bagagem na linguagem, Natalia foi procurar ajuda de uma professora particular. “Ela passava a teoria e depois aplicava exercícios”, diz. A analista afirma que contou com a ajuda dos colegas de profissão, com mais experiência no assunto. O banco também ofereceu uma série de cursos técnicos de aprofundamento, oportunidade que ela agarrou.

Natalia observa que tem visto mais o interesse de jovens, assim como ela, na tecnologia e que depois de mais de um ano atuando com a linguagem se descobriu na profissão e pretende seguir carreira na área. “O que mais me encanta é conciliar tecnologia com os negócios”, diz.

A situação que a analista de sistemas passou de não ter conhecimento na plataforma é realidade para outros profissionais do mercado. De olho nesse cenário, empresas estão criando formas de minimizar a falta de qualificação. A T-Systems, empresa de tecnologia da informação e comunicação do grupo Deutsche Telekom, é um exemplo.

A companhia mantém, desde 2006, um centro de Offshore na cidade de Blumenau (SC), celeiro de treinamento em diversas linguagens, incluindo Cobol. Cerca de 250 profissionais são responsáveis pelo desenvolvimento e gerenciamento de aplicativos de 20 clientes. Cerca de 10% dos novos desenvolvimentos, afirma Adriano Contreras, vice-presidente executivo de System Integration da T-Systems, é baseado em Cobol. O restante é um mix, diz.

Montadoras e bancos fazem parte da lista de segmentos que demandam mainframe [seja para atualização ou melhorias] e por isso Contreras explica que a companhia investe em constante treinamento da equipe. Neste ano, a organização deverá direcionar 2 milhões de reais na capacitação do time em todas as linhas, incluindo Cobol. “Reciclamos o conhecimento interno e sistemas legados não ficam de fora”, afirma.

De acordo com Contreras, a T-Systems não aplica distinção salarial para quem sabe programar em mainframe. “Promovemos a rotação do profissional em diversas áreas da TI e com isso ele adquire conhecimentos diversificados”, assegura.

Quem também aposta em capacitação é o Instituto de Pesquisas Eldorado, que desde 2004 alimenta parceria com a IBM para o treinamento com o objetivo de entregar ao mercado profissionais prontos para atuar com a tecnologia. “As universidades não têm essas matérias. Então, o jovem que está na escola técnica e de nível superior não têm Cobol no currículo, o pessoal se aposenta e não há reposição. Queríamos minimizar esse desafio”, lembra Luís Rogério Gomes de Almeida, gerente do Departamento de Educação do Instituto de Pesquisas Eldorado.

Do início do curso, que é gratuito e ministrado em Campinas (SP) ou ainda pela web para todo o País, até hoje, a instituição capacitou 4 mil profissionais, contabiliza Almeida. A carga horária é de 80 horas. “Repassamos um conhecimento ao aluno para encontrar colocação. Isso porque desenhamos as aulas com base nas necessidades do mercado”, explica.

Sobre o perfil de quem procura, Almeida diz que tem observado interesse dos jovens de 18 a 25 anos, mas que pessoal mais experiente tem buscando reciclagem e novas oportunidades. “O mainframe ainda está crescendo. E quando essa movimentação é percebida aumenta o interesse”, avalia.

A instituição também oferece treinamentos em outras linguagens em parceria com diversas empresas de TI para dar a possibilidade de o executivo se posicionar no mercado e ainda ajudar usuários a promover um salto de qualidade nos negócios.

Odilar Francisco Bombardieri, especialista em Cobol/Mainframe, vive o outro lado da moeda. Com 51 anos de idade e 32 dedicados à plataforma alta, Bombardieri vivenciou todas as fases e afirma que desde 1989 começou a encontrar dificuldades para atuar no segmento, mas em 2000 a situação piorou. Os motivos são diversos, pontua. “Hoje, eu diria que a idade tem atrapalhado um pouco a contratação, mas cito ainda que os grandes usuários de mainframe [os bancos] passaram por processos de privatização e ainda aquisições, diminuindo a equipe que lidava com a tecnologia”, observa.

Além disso, segundo ele, muitos projetos estão parados porque empresas estão com receio da crise que foi desencadeada na Europa e ainda deixa em estado de alerta nações do mundo todo. “Estava trabalhando em um projeto em um grande banco de Curitiba, e ele está estagnado por essa razão. Eles estão com outras prioridades agora”, acredita.

Há dez anos, Bombardieri abriu uma empresa, uma carreira solo, como ele próprio define, e espera que projetos na área surjam para que possa atuar com a tecnologia que sempre se dedicou. Enquanto isso não acontece, aposta no desenvolvimento de materiais para capacitação de profissionais em Curitiba. “Esse é um sonho: passar o conhecimento para os jovens, não quero guardá-lo para mim, é algo que deve ser compartilhado”, reflete.

E o futuro da plataforma?


Roberto Mayer, vice-presidente da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Assespro-SP), acredita que a estratégia de longo prazo que as empresas vão adotar para driblar as previsões de falta de profissionais é a substituição por ambientes mais modernos. “Mas isso envolve alto custo, o que pode ser um inibidor da migração”, avalia.

Outra possibilidade, acredita, é que, ao perceber que o custo de mão de obra especializada está aumentando, o CIO consegue ter elementos para justificar a mudança. “Mas é um processo lento”, observa. “Um dia, as companhias vão migrar. De que forma eles vão fazer, é difícil de dizer, não sabemos quando eles vão tomar essa decisão”, opina.

A IBM, uma das fornecedoras de destaque no segmento, não acredita que no futuro a tecnologia será peça de museu, especialmente pela sua robustez e confiabilidade. “Continuamos a fazer investimentos significativos na plataforma e há dois anos adotamos a estratégia de integrar o mainframe ao resto do mundo da tecnologia, como o Linux”, explica Paulo Castanheira, diretor de Mainframe (System z) para Brasil e América Latina.

Exemplo é o lançamento em julho de 2010 do zEnterprise System [tecnologia que a IBM investiu 1,5 bilhão de dólares no desenvolvimento], que, de acordo com Castanheira, conta com essa característica de rodar aplicativos mais atuais. Ele afirma ainda que a última versão da solução já permite integração com appliances que rodam Windows. “Hoje, o mainframe tem uma característica híbrida, foi modernizado justamente por uma demanda do mercado”, afirma.

Segundo o executivo, no ano passado a companhia conquistou 80 novos clientes em todo o mundo e a expectativa é dobrar esse número ano a ano. “Três pilares sustentam esse crescimento: o aumento do número de transações dos clientes que precisam de tecnologias robustas para suportar, as contas novas e ainda a migração de aplicações que não estão em mainframe”, relata.

Castanheira diz que a IBM também nutre nos estudantes o desejo de trabalhar com a plataforma, além de parcerias com universidades para capacitar professores e alunos. Outra iniciativa, realizada pelo quinto ano consecutivo, é o Concurso de Mainframes para Estudantes do Brasil, que tem o objetivo de contribuir com a formação profissionais de estudantes que desejam ingressar na área de TI.

O diretor de Mainframe (System z) para Brasil e América Latina aponta que, desde a existência do concurso, mais de 14 mil alunos participaram em todo o Brasil. “Queremos gerar curiosidade sobre a tecnologia e garantir que profissionais com conhecimento em mainframe ingressem no mercado para suprir a grande demanda”, diz o executivo.

Na opinião de Kurihara, tecnologias emergentes como mobilidade, cloud computing e Big Data podem impulsionar a plataforma alta por lidarem com dados críticos. “Seria um auxílio a esses novos atores da TI e aos servidores que terão grandes volumes de dados.” Além disso, aponta, com o surgimento de plataformas e linguagens, a conversão de cada uma delas será impraticável, por isso, ele prega a integração entre os mundos novo e velho.

A IDC diz que o universo tecnológico está passando por uma terceira onda, em que o processamento acontece na nuvem e traz grande oportunidade para mainframe. “A solução tem capacidade de processamento que vai ao encontro da nuvem”, indica Calegari, da IDC. Ele não acredita que esse cenário vai gerar uma nova linguagem de programação. “O velho e bom Cobol vai ser mantido”, opina. Um desenho que, concretizado, vai promover oportunidades para programadores e analistas de Cobol.

O avanço da tecnologia e seu reflexo nas organizações

No atual momento da economia mundial, as companhias pautam suas estratégias de negócios tendo como base de sustentação o uso da tecnologia da informação (TI). Seja para construir ou expandir uma unidade industrial, integrar as operações com uma empresa adquirida ou suas filiais, lançar um novo produto ou serviço, adequar-se a uma nova regulamentação. Ou seja, todo o processo de transformação nos negócios passa também pela transformação da própria TI.

Felizmente, este setor evoluiu muito nos últimos anos e hoje o Brasil é internacionalmente reconhecido por suas iniciativas nesta área. Nosso sistema bancário, por exemplo, é tido como um dos mais seguros e modernos do mundo, assim como nosso sistema de votação eletrônica, já exportado para tantos países. Podemos afirmar que nossas principais indústrias têm hoje um nível de automatização e integração de processos comparável às nações desenvolvidas. Não é à toa que grande parte das 500 maiores empresas do ranking da Fortune têm no Brasil suas bases de operação para a América Latina.

Atualmente o Brasil é o oitavo maior mercado do mundo em TI, movimentando cerca de US$ 37 bilhões, de acordo com dados da IDC. E a previsão para 2011 é de fecharmos com um crescimento da ordem de 13%. O país já cresce bem acima da média americana e europeia e para as empresas de tecnologia essa é uma oportunidade sem precedentes de oferecer serviços que permitam a melhoria do desempenho, a expansão das operações e a solidez dos negócios. E para isso o investimento em Pesquisa & Desenvolvimento é fundamental. Obviamente que o percentual que o Brasil investe em P&D (1,19% do PIB em 2010) ainda não é suficiente para chegarmos ao nível de maturidade esperada.

Sou otimista em relação ao país e fico satisfeito em ver tantas iniciativas de transformação dos negócios por meio da inovação. Esse movimento está sendo conduzido, principalmente, pelas multinacionais brasileiras, que vêm investindo maciçamente em tecnologia para alavancar suas operações e conquistarem novos mercados, tais como Petrobras, Vale, Usiminas, CSN, entre tantas outras.

O papel da TI nesse processo de mudança pela inovação é fundamental. Felizmente na Neoris temos a política de fomentar uma cultura de inovação, mudando e evoluindo para antecipar as necessidades dos nossos clientes. Quando implementamos um software de missão crítica em uma empresa de manufatura, por exemplo, como o que gerencia a linha de produção da fábrica e o integra aos demais sistemas da organização, temos que pensar que além de sua função principal ele também deve servir como uma ferramenta de inovação, que trará a reboque oportunidades de transferência de conhecimento e boas práticas.

Acredito que o Brasil de uma forma geral passa por um momento muito importante, tanto na esfera econômica quanto social. O poder de compra da população tem crescido, assim como o acesso à informação, o que consequentemente leva a uma maior exigência por parte do consumidor. Logo, as empresas têm de se adequar a esta nova realidade, utilizando muito mais a tecnologia como algo inerente ao seu negócio.

Já estamos vivenciando o que os especialistas chamam de ‘terceira onda de tecnologia’, com a explosão dos dispositivos móveis (sobretudo smartphones e tablets). A era da mobilidade já chegou e traz consigo novas demandas por soluções especialmente criadas para esse ambiente. Há uma sensível mudança de hábitos de consumo e da relação das pessoas com o ambiente móvel, com as redes sociais corporativas, os meios eletrônicos de pagamento, a migração de tudo que era papel para o formato digital, o armazenamento de dados fora do ambiente físico (cloud computing). Em resumo, vivemos uma nova era, na qual a forma de se utilizar a tecnologia será cada vez mais um fator determinante para o sucesso ou o fracasso de uma organização.

domingo, 4 de março de 2012

Brasil deve ter "internet a cobrar" em março

Projeto foi anunciado na Campus Party pelo ministro das comunicações, Paulo Bernardo

"O internauta entra no site de uma empresa para fazer uma reclamação ou solicitar algum atendimento e esse acesso é subsidiado pela empresa", explicou o ministro


O Ministério das Comunicações, juntamente com a Anatel e o NIC.br, estão trabalhando em um projeto de conectividade à cobrar, cujo piloto deve ser iniciado ainda no primeiro trimestre deste ano. A informação é do próprio ministro das comunicações, Paulo Bernardo, que nesta terça-feira, 7, participou de um painel na Campus Party, evento de internet realizado em São Paulo.

Fazendo uma analogia, o serviço seria equivalente à popular ligação a cobrar, cuja tarifa é paga pelo receptor ou destinatário da chamada telefônica. Só que neste caso, o serviço em questão seria o de internet. Segundo o ministro, o piloto do projeto deve acontecer na primeira quinzena de março, na região de Varjão, em Brasília.

“A ideia é criar uma conexão não tarifada, assim como já existe na telefonia. O internauta entra no site de uma empresa para fazer uma reclamação ou solicitar algum atendimento e esse acesso é subsidiado pela empresa. É uma espécie de 0800 digital”, explica. “É importante lembrar que esse serviço não vai eliminar o 0800 telefônico, apenas complementá-lo. Pode ser uma boa alternativa para bancos, que têm o interesse de estimular o acesso eletrônico e a redução de custos operacionais, e outras centrais de call center”.

O ministro não quis dar mais detalhes sobre o projeto, alegando que ainda há muito a ser analisado na área de domínios, acessos a sítios e transações a cobrar, mas ressaltou que a tecnologia para isso já existe e foi desenvolvida em conjunto por técnicos do Minicom, Anatel e NIC.br.

A ideia, vale lembrar, não é nova. Em 2000, para aliviar o efeito dos chamados "sumidouros de tráfego" (denominação dada aos grandes portais que utilizavam acesso discado), a Anatel chegou a trabalhar em uma proposta de um código específico para internet, com tarifação diferenciada. O projeto era chamado de 0i00. Essa mesma ideia foi recuperada em 2008 pelo ministério e pela Anatel, mas sem efeitos concretos, e agora parece estar de novo na pauta.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Brasil pode ser o primeiro país a sofrer censura do Twitter

Objetivo é bloquear mensagens relacionadas ao trânsito para melhorar a segurança nas estradas, reduzir acidentes e prender criminosos.

Há alguns dias, noticiamos que o Twitter, por iniciativa própria, informou que vai bloquear mensagens em certos países que podem considerá-las ofensivas – apesar de permitir que usuários de outras partes do mundo possam ler os tuítes sem problemas. Isso, segundo a empresa, é necessário devido a diferentes leis ao redor do mundo, influenciadas por fatores históricos e culturais.

Agora, uma informação pode nos deixar ainda mais atentos quanto às novas políticas do microblog. De acordo com o site Digital Trends, o Brasil pode se tornar o primeiro país do planeta a adotar as medidas impostas pelo Twitter, que planeja censurar as postagens envolvendo assuntos relacionados ao trânsito, como limites de velocidade, bloqueios em estradas e postos policiais para checar motoristas alcoolizados.

O governo brasileiro entrou com um pedido de liminar para que a companhia bloqueie essas mensagens. As autoridades acreditam que a censura dos tuítes sobre operações policiais no tráfego podem ajudar nos esforços para melhorar a segurança nas estradas e reduzir os acidentes de trânsito, como também auxiliar na busca e apreensão de ladrões de carros ou contrabandistas de mercadorias ilegais.

O Brasil parece ser o primeiro país a avançar com planos para bloquear tuítes. Segundo o Twitter, os posts não serão removidos – a menos que haja um pedido de funcionários do governo ou de outro partido que acreditem na ilegalidade da mensagem -, mas sim substituídos por um aviso de censura. Caso o juiz responsável pelo caso conceda a liminar, qualquer um que violar a lei pode receber uma multa de R$ 500 mil reais por dia.

A decisão deve acontecer na semana que vem.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Mais.me: Conheça a opção brasileira para quem ficou sem o MegaUpload

“Serviço de compartilhamento de arquivos suporta conteúdo com até 1Gb.



Mesmo com o fim do MegaUpload, novos serviços similares continuam a surgir. Um exemplo disso é o brasileiro Mais.me, que funciona nos mesmos moldes do antigo MegaUpload. Segundo o CEO da empresa, Lívio Carvalho, o serviço difere do MegaUpload em diversos aspectos, como a não remuneração a usuários por downloads e a exclusão de arquivos denunciados como pirataria. “Quando recebemos uma denúncia primeiramente olhamos o arquivo, e caso seja confirmado infração de direitos autorais o mesmo é deletado imediatamente”, diz.

Com o fim do MegaUpload, os profissionais de agências de publicidade, empresas de desenvolvimento e usuários comuns se viram órfãos, pois perderam o principal serviço de compartilhamento de grandes arquivos na web. O Mais.me permite que se compartilhe conteúdo de até 1Gb.

“Downloads via http são mais rápidos e práticos para o usuário. Não apoiamos a pirataria, mas entendemos que acabar com o compartilhamento de arquivos é uma ação totalmente equivocada, pois nem tudo que se compartilha é ilegal. Atualmente 80% de arquivos compartilhados são de usuários corporativos que possuem filiais e precisam de agilidade e segurança”, comenta Livio.

Um outro grande diferencial no serviço é a possibilidade de proteção dos arquivos por senha para os usuários Premium. “Nosso próximo passo é levar o Mais.me para smartphones e encontrar parceiros para hospedagem de infra-estrutura em guarda de arquivos diretamente no Brasil”, finaliza Lívio.

Fonte: OlharDigital

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Google vai lançar serviço de armazenamento na nuvem

O Google anunciou que irá lançar seu novo serviço de armazenamento de dados na nuvem para competir diretamente com seus concorrentes da Amazon, Apple, Microsoft e Dropbox. O nome do serviço se chamará Drive e tem previsão de lançamento para as próximas semanas.

A empresa afirmou que há uma necessidade em expandir os seus serviços, pois as suas concorrentes estão investindo em novos nichos também.

Além disso, o chamado “cloud computing” facilita a vida de quem precisa acessar seus arquivos pessoais a partir de outro computador, celular ou tablet.

O serviço Drive vai oferecer armazenamento de fotos, documentos, musicas e vídeos gratuitamente, porém haverá um limite de espaço virtual. Quem precisar de mais memória, deverá assinar um pacote pago. O serviço será compatível para plataformas mobile entre elas o Android, iPhone e Windwos Phone.

A previsão é que o serviço seja lançado no próximo semestre, mas ainda sem data para disponibilidade no Brasil.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ucrânia fecha grande site de compartilhamento de arquivos

Manobra foi resultado de reclamações de empresas de software.

A polícia ucraniana fechou nesta terça feira o site de compartilhamento de arquivos mais popular da antiga ex-república da soviética, o Ex.ua. A página foi fechada sob acusação de que seus donos distribuíam ilegalmente softwares, músicas e vídeos protegidos por direitos autorais.

A manobra, que se deu após os Estados Unidos tirarem do ar o site Megaupload mais cedo neste mês, foi resultado de reclamações de empresas de software como a Microsoft e a Adobe, disse a polícia.

"Durante uma busca nos escritórios e centrais de dados dos donos do site, a polícia confiscou vários computadores... incluindo 200 servidores que continham por volta de 6 mil terabytes de informação, no total", disse o Ministério do Interior do país. "A polícia descobriu que o site era gerido por um cidadão da Letônia."

O ministério disse que 16 pessoas que haviam trabalhado nos escritórios do Ex.ua estavam sendo interrogadas, mas não disse quantas pessoas haviam sido detidas, se é que houve prisões.

Segundo as leis da Ucrânia, os donos do site podem enfrentar até cinco anos de prisão se forem declarados culpados, disse o ministério.
O número de usuários do Ex.ua era de milhões, de acordo com a polícia. A maioria dos usuários se conectava de dentro da Ucrânia.

Fonte: Reuters

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Foxconn terá mais 5 fábricas no Brasil, diz secretário

A taiwanesa Foxconn, que fabrica os iPads da Apple, deverá montar mais cinco fábricas no Brasil, além da já anunciada planta para a produção de telas de cristal líquido.

A informação foi dada hoje pelo secretário de Planejamento e Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Julio Semeghini.

Segundo Semeghini, estarão envolvidas fábricas de gabinetes para notebooks e PCs, componentes eletrônicos, conectores, baterias, e de elementos de mecânica de precisão.

A negociação agora é pela localização dessas fábricas. São Paulo quer o investimento, assim como possivelmente os Estados vizinhos.

“Estamos aguardando os executivos voltarem das comemorações do Ano Novo chinês para retormarmos as negociações”, disse Semeghini.

Cada uma das plantas deverá ter cerca de mil funcionários, segundo o secretário. Os investimentos não estão definidos, mas devem ser de “centenas de milhares de dólares”, segundo o secretário.

As partes produzidas por aqui ajudarão também na montagem dos produtos da Apple, segundo o secretário. Por enquanto, a empresa começa a importar os kits para montagem de iPads e iPhone no Brasil.

BENEFÍCIOS

A empresa já recebeu do governo federal os benefícios fiscais para produzir tablets no Brasil.

Segundo portaria publicada no dia 25 no “Diário Oficial da União”, a empresa terá direito aos benefícios previstos no decreto 5.906 de setembro de 2006.

A determinação prevê isenção ou redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), PIS e Cofins para empresas que invistam em atividades de pesquisa e desenvolvimento de produtos de tecnologia.
Segundo a portaria, a regra valerá para tablets com telas sensíveis ao toque, sem teclado e com peso inferior a 750 gramas.

Também estão incluídos na medida os acessórios, cabos, fontes de alimentação e manuais de operação que são relativos aos tablets.

A expectativa é que a Foxconn comece a produzir os aparelhos –principalmente os iPads, da Apple– na fábrica em Jundiaí, interior paulista.

Entre 2010 e 2011, a Foxconn investiu R$ 300 milhões para a construção de sua terceira fábrica no município, destinada aos aparelhos da Apple, em uma planta prevista para 1.400 funcionários.